01/02/2011


Transmutação,


O sol nasce todos os dias, assim desde que a humanidade teve sua gênese. Ao menos é o que sugere o senso comum.

Não sabemos precisamente a idade da estrela que clareia nossos dias, sabemos ainda menos sobre a infinidade de novidades que se espalham universo a fora. Nossa sabedoria ainda é muito limitada acerca das leis que operam a vida na morada dos céus, ainda mais as leis que regem a sintonia universal.

Nossa crença nos fala sobre a força que o amor possui sobre a vida, entretanto, vivemos cercados por intolerâncias e muita violência. Como diz a expressão: “o sol nasce para todos”, mas, não é bem assim.
Todos nascem livres em direito e igualdade, isto autorgado pela Declaração Universal dos Direitos Humanos. O que justifica então a perseguição as pessoas que encontram uma forma diferente de amar?

Vejo que o amor se tornou um lobby institucional, uma ferramenta usada para vender a verdade que serve aos interesses de uma minoria que domina as mentes. A essência do amor, um sentimento natural foi contido a um sentimento de medo.

Quem não segue as normas queima em alguma espécie de forno coletivo, alguma sala de tortura pintada para parecer insuportável. O inferno onde o fogo queima incessante é feito para os anormais, para os transgressores, os diferentes.

Deve ser por isso que há tanto investimento em sessões de terapia, ninguém deseja freqüentar a sala dos excluídos, ninguém deseja ser apontado. Minha reflexão é fruto de uma inquietação que me coloca diante da verdade sobre minha origem divina.

Todos foram criados a imagem e semelhança do pai, todos tiveram direito ao livre arbítrio e assim cada um goza dos seus acertos e paga por seus erros. A questão é se Deus nos apontou os erros ou nos fez sem capacidade de escolha.

Isso justificaria a necessidade de sermos apontados por nosso semelhante. O maior dos questionamentos está na interferência que o domínio sobre as estruturas culturais exercem sobre as massas.

O ocidente sempre se colocou como superior ao oriente, entretanto as asserções são sutis, existe por parte das culturas uma luta sobre a hegemonia do conhecimento e do domínio, uma luta sobre a predominância da verdade absoluta, atribuída sempre a verdade sobre a origem do homem.

Meu incomodo é saber que nessa batalha o amor natural não tem espaço, a verdadeira essência da liberdade é sempre cerceada e o conceito de divindade sempre necessita da presença sacerdotal. Preocupa-me saber que ao me religar ao criador necessito de um atravessador.

Gostaria mesmo de saber sobre a verdadeira origem do amor. Gostaria mesmo de entender o verdadeiro sabor da liberdade.




Um comentário:

  1. Pxa amigo, vc sempre muito sábio nas suas palavras, que nos levam profundamente a pensar!
    bjs
    amei**

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